22 Março 2006

E é?

A grande maioria dos leitores já conhece a PRONEWS, revista de propaganda e marketing do Nordeste que circula, se não me engano, há 7 anos. Esse veículo teve e tem um papel desbravador de extrema importância na nossa região tão desprovida de divulgação do nosso meio. Mas, de vez em quando, comete, no mínimo, algumas imprecisões. A última delas está na edição do "5º Anuário das Melhores Agências de Propaganda e Promoção do Nordeste". Sem entrar no mérito de quem fez parte, acredito que as 21 "escolhidas" devem fazer parte do Anuário, me causou estranheza algumas omissões. As baianas Propeg, Pejota e Morya, as cearenses Ágil e Íntegra, as potiguares 2A, Leiaute e Dumbo, as alagoanas Six e Duck, as paraibanas Ponto D, Signo e Três e as pernambucanas Talk, Plano B e HSM, só para citar algumas, não aparecem na publicação. Os profissionais dos veículos destes estados, citados no editorial do Anuário, desconhecem estas agências? Qual foi a metodologia desta pesquisa? As preteridas realmente não se destacaram nos seus mercados, segundo os quesitos anunciados? O presente Anuário teria o mesmo prestígio se nenhuma pesquisa (sic) fosse anunciada? Não houve nenhuma contrapartida financeira das eleitas? Esta opção foi oferecida às demais?

12 Comments:

Blogger Irving Suna said...

Sem levar em conta que no Anuário do Nordeste entrou até uma agência de Brasília (DF).

Abs Zeh

22/03/06 01:11  
Blogger Zeh Guilherme said...

Pra ilustrar melhor o post das melhores nordestinas, eis o quadro: 13 em Recife, 4 em Fortaleza, 2 na Bahia, 1 em Natal e 1 em Maceió.

22/03/06 07:21  
Anonymous Pedro Toscano said...

No meio "imparcial" do jornalismo comprado quando falta ética, falta messsmo.

O povo de Maceió se pergunta: - Será que alguem conhece a SIX ???

22/03/06 08:43  
Blogger Anderson Lima said...

Não entendi a pergunta acima, se havia ou não ironia; a Six é a agência mais respeitada de Alagoas.

Não vejo com estranheza a ausência das agências, já que no caso de Maceió, por exemplo, Six e Duck somam mais que o triplo de premiações de todas as outras do Estado, então fica claro que a "eleição" se fez por outro critério que não tomou como base a criatividade ou excelência.

Quase todo anuário cobra aos participantes. O lance é que só os respeitados simplesmente elegem os participantes.

Mas acho que isso é o retrato do mercado nordestino: quase(?) todos têm o rabo preso; pecam em algum dos itens fundamentais do negócio de propaganda (organização, criatividade, respeito ao cliente, parceiros e colaboradores, esmero no trabalho que praticam, e "não-abertura-das-pernas"). Se fôssemos fazer um anuário apenas com agências boas e éticas no nordeste, seria um livreto de bolso, não um anuário.

23/03/06 08:16  
Anonymous Nordestino said...

A carne de charque continua sendo muito apreciada no Nordeste, sendo assim, não poderia ser diferente: rolou jabá.

23/03/06 16:48  
Anonymous claudinha aires said...

ontem estávamos discutindo isso na agência: será que vale a pena ler esse "anuário"? tsc tsc tsc
parafraseando o comentário acima: sou nordestina e não desisto nunca...

29/03/06 23:25  
Anonymous Luciana Torreão said...

Prezados senhores,
gostaria de avisar aos desinformados que antes de proferir infâmias ou dizer coisas descabidas, procurassem apurar a verdade.

Gostaria de destacar que o anuário da ProNews é feito através de eleição pelo próprio mercado. Todo ano, pedimos às agências que votem nos fornecedores e veículos, e aos veículos e fornecedores que votem nas agências. Feito isso, procuramos as agências mais votadas e as convidamos a participar. Claro, mediante um valor, pois de graça só injeção na testa. Afinal, ninguém aqui é filho de papai noel para conseguir nada de graça, sem falar dos custos que se gasta com pessoal, material, gráfica, etc. para a execução desse anuário. E nem por isso siginifica que seja um jabá.

Acontece que muitas agências decidem não participar por falta de grana, ou porque não querem mesmo.

Durante anos, muitas das citadas agências no post marcaram presença em nosso ranking. Quem quiser pode pegar os anuários anterioes e ver com seus próprios olhos. Às vezes elas são votadas, às vezes não. E isso não depende de nós. E desta vez, houve quem considerasse que outras agências mereciam o mérito de estar entre as melhores.

Se vocês dizem que houve jabá, certamente não partiu da ProNews. Fizemos como devia ser. Os veículos e forncedores votam nas empresas que consideram as melhores. Inclusive a votação é sigilosa, seguindo diversos critérios. Vai ver, algumas ainda não entraram por não saber fazer lobby junto aos seus contatos comerciais, ou mesmo porque realmente não são as melhores ainda. Vai saber??? Cobrem deles e não de nós. Comecem suas campanhas eleitorais desde já.

E cada ano que passa, nós estamos sempre indo atrás de novas agências, procurando através de diversos meios (ABAP, Meio e Mensagem Online, etc), a fim de que estas passem a integrar nosso mailing e participem não somente da votação do anuário, como também da revista, enviando material para divulgarmos, artigos, etc.
Muita gente não participa, não dá valor, não dá bola, não dá retorno.

Vale lembrar que outras agências citadas no post ainda são muito jovens ou ainda estão construindo o seu caminho e um dia estarão com certeza entre as melhores, se assim desejarem.

Outras ainda, estavam em processo de fusão, de fechamento, outras nem existem mais (prova que vocês estão realmente fora da realidade), outras nem agência são, são birô de criação.

Antes de criticar, ao menos peguem um anuário para ler, e saberão que não colocamos agências de Brasília, e sim agências do Nordeste que possuem filiais em outros estados e em Brasília também.

E se alguém aqui faltou com a ética, certamente foram vocês que atacaram colegas sem ao menos saberem da verdade.

Atacar é muito fácil, depreciar é mais fácil ainda. Mas, colocar as pessoas para cima e gerar elogios isso ninguém faz. Percorremos com muito sacrifício e suor longos sete anos.

Antes de atirar a primeira pedra julquem-se primeiro, olhem para as suas próprias retaguardas para ver se não há outros também com pedras na mão para lhes atirarem.

Nós que fazemos a Pronews não devemos nada a ninguém e estamos cientes de nosso trabalho ético, com credibilidade e honestidade. Estamos sempre abertos a dar visibilidade a todos, desde a pequenina à maior.

Quem quiser tirar dúvidas estaremos à disposição. E aproveito para ressaltar que nosso carinho e apoio para com o mercado continua o mesmo e que isso em nada nos abala, pelo contrário, nos fortalece ainda mais. Obrigada a todos pelos "elogios" e pelas falácias aqui registradas.

Abraços
Luciana Torreão
Chefe de redação ProNews

31/03/06 12:45  
Anonymous Nordestino said...

Depois das explicações da Luciana, não restam dúvidas, rolou jabá. Quem sabe algo mais apropriado aos filhos de Papai Noel que tiveram condições de comprar seus espaços na divulgação do anuário, seriam rabanadas? Tenho certeza que a resposta da Luciana é mais um caso de dislexia, pois, a mesma não percebeu que após suas afirmações seu anuário perdeu total credibilidade, pois não sabemos quem de fato foram os mais votados, já que os mesmos podem não ter tido recursos para comprar o presente de Natal. Cara Luciana, admiro a sua capacidade de destruir o próprio trabalho, da próxima vez, vê se rola uma rapadura, talvez o seu caso seja de falta de açúcar, sem ela não rola sinapse.

05/04/06 21:51  
Blogger Anderson Lima said...

Pô, acho que não cabe ofensa. O lance é sobre mercado, não sobre pessoas. Nós todos cometemos erros, ou como se diz, fazemos merda! Mas acho que quando cai na ofensa fica difícil, perde-se a razão. Conheço Luciana, acho que estamos todos brigando por sobreviver, e nem todos nós temos a opção de fazer algo impecável, pois sobre nossas cabeças pairam vez ou outra a incompetência do patrão que nos paga o salário. Fico imaginando se um dia eu for um dono de agência, se permanecerei brigando por um mercado melhor ou serei domado pela mesmice e incompetência da maioria dos donos de agência. Tomara que este não seja meu fim, nem o seu, nem o dela.

Acho que ainda vale trilhar pelo melhor caminho, e deixar de lado a imbecilidade de sempre. Falta ética, falta vergonha na cara, sobra preguiça.

A maioria dos publicitários que conheço é preguiçoso, presunçoso e medíocre. Será que os errados são os que lutam por uma profissão mais inteligente?

Quando as ovelhas negras viram a maioria, então as brancas têm de pintar o pêlo para não morrer de fome.

Bola pra frente. Béééé!

07/04/06 14:50  
Blogger celso muniz said...

bons tempos em que as publicações ditas especializadas, ainda que não se saiba claramente em quê, e que vivem das veiculações e premiações pagas, ao menos listavam as que não pagavam, procedimento similar as das listas. no mínimo um serviço público prestado ao mercado como um todo.
agora só publicar quem paga, é coisa de publicação que não merece contra-capa. nem cabe discutir os critérios de votação, desde já por absoluta falta de critério.
ao fim e ao cabo é bem feito para esta franja de donos de agência frajolas que em vez de fazer a agência sobressair pela importância do seu trabalho factual paga para veicular o que não veicula no dia-a-dia, ou seja propaganda minimamente decente e não apenas meramente ilustrativa.
in tempo: devemos concluir então que o anderson lima está pintado ?

17/04/06 22:13  
Anonymous Luciana Torreão said...

É incrível como as pessos têm o poder de distorcer as coisas, mas tudo bem. Nós temos um produto e o mercado conhece ele muito bem. Até porque, pelo que me consta isso não se configura como jabá. Jabá seria se fosse pagou-entrou. Mas não é assim. Só entram as eleitas, as que as pessoas votaram. A diferença é que ao invés de sair, por exemplo, as 25 melhores, sairam menos. Até ai, não sei o que há de errado e onde perdemos a credibilidade, até porque não há um ranking, e sim uma lista em que ninguém é maior ou melhor que ninguem. Quanto às rabanadas, você pode ficar com elas, de preferência não muito doces, mas com o gosto amargo do seu próprio veneno.

19/04/06 17:43  
Blogger Anderson Lima said...

É. Não dá para fazer propaganda sem pintar pelo menos alguns cachos do pêlo. Publicidade deixou de ser sinônimo de inteligência e criatividade. Nem sempre o empregador tem um QI maior que o de uma porta, então fica difícil fazer só o que se quer e acredita. No final do mês as contas não te deixam ser tão ousado quanto se deveria.

19/04/06 18:02  

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