"Gostei muito, parabéns! Mas..."
Quantas vezes, no nosso "fazer publicitário", ouvimos isso dos clientes? Confesso que já ouvi isso mais de uma centena de vezes. Inclusive, prefiro que o job seja detonado por inteiro do que tentar entender o "vi, gostei, mas não era bem isso". E digo, sinceramente, não é birra de criativo insatisfeito que não quer mudar nada do seu trabalho. Aparentemente o elogio seria introduzido para sugestão de pequenas mudanças que enriqueceriam o trabalho, o que seria ótimo. Ledo engano, é apenas uma delicadeza do anunciante para não ferir suscetibildades ególatras. É assim que os clientes nos vêem. Acho uma miopía, particularmente, o contratante associar a defesa do ponto-de-vista ao desejo de não querer mudar uma vírgula, como se um anúncio fosse uma obra-prima acabada. Acredito que a maioria dos publicitários profissionais, mesmo quando defendem com firmeza os conceitos aplicados na solução de um problema de comunicação, estão dispostos a aperfeiçoar os anúncios a partir dos comentários pertinentes de quem contrata e aprova. Como redator quero ir direto ao ponto, sem rapapés desnecessários. "Tá bom, tá. Se não faz outro." Agora, com argumentos teóricos, ou pelo menos, baseados em experiências anteriores bem-sucedidas.


10 Comments:
Concordo plenamente !
Gostei muito deste Post Zeh ! Parabens ! Mas..
HahaHAha !!!
Um abraco !!
Zeh,
Alguns clientes, às vezes, exageram, mas, em outros momentos, os criativos também viajam demais. Quantas vezes são feitas campanhas onde quem executou o briefing passou longe das reais necessidades de comunicação do cliente. Principalmente, quando se fala de varejo de serviço. Não quero ser maniqueísta, mas é bom lembrar às agências que não há sinergia se não houver interação com o negócio do cliente.
Ah! Para mim a relação é simples e só não funciona porque quase sempre, durante o processo, há incompetência por uma ou ambas as partes.
O cliente de verdade entende do seu negócio e tem alguma noção do que é propaganda; como eu não sei cozinhar, não vou discutir com o cozinheiro sobre o que faltou na comida, mas posso dizer se ficou mais salgada ou apimentada. O que o cozinheiro tem que fazer é identificar em que ponto da receita ele falhou. Então, o cliente de verdade deixa sua agência pensar na melhor solução para o seu problema, e entende que não é capaz de resolver tudo - se fosse, não contrataria uma agência.
Só que na grande maioria dos casos, a agência não é profissional, e não executando bem sua tarefa, dá margem para que o cliente dite o que é certo e errado na comunicação da sua empresa.
Outro grande problema é o atendimento amador. Prefere ser um menino-de-recados que leva e traz os layouts da criação para o cliente e os problemas existenciais do cliente para a agência. O atendimento de verdade só sai do cliente com um sim, ou com um não convincente, com um briefing de retorno no mínimo razoável. Ah! pera aí Caniço: a maioria dos atendimentos no Nordeste ganham mal, pois só se valoriza a criação. Aí eu respondo: também já trabalhei quase de graça e fazia o meu da maneira certa. Se você não faz o seu direito, hoje, ganhando mal, nunca fará, nem ganhando bem.
Não existe outra relação em que todos se beneficiem, se não esta: o cliente chora suas mágoas e prejuízos para o atendimento, ele entende tudo o que o cliente disse com crítica e inteligência e repassa para a criação com competência, que executa o melhor possível que possa trazer resultados melhores para o cliente. Daí em diante, o atendimento vai em busca de um sim, e ameniza sua negativa com um briefing de verdade, que resultará numa nova criação.
Menos que isso é exploração mútua, repleta de falhas e prejuízos, não é propaganda.
Pois é...
Tudo começa com essa frase, a gente chega na criação e diz: o cliente até gostou, mas pediu pra trocar a fonte, a cor do fundo e a foto!! pá!!! isso é mesmo que dar um tiro no coração do criativo... Isso é engraçado, mas as vezes acontece, e então a culpa é do ATENDIMENTO!!
ui! podem começar a bater!!
Já que aqui é um terrritório livre vamos respeitar os colegas!
Não sei vcs que frequentam esse espaço tão bacana, mas eu, em nenhuma agencia que trabalhei - e olhe que entre estágios pouco remunerados e salários mínimos, foram muuuitas... O Diretor de criação ou Diretor de arte nunca, (exceto Grandes - (com G maiúsculo) Campanhas), NUNCA mesmo chegaram pra mim e explicaram, defenderam seu belo layout ou texto do anúncio da segunda ou sexta feira...
Aí começa uma nova discursão acusando o cansado Atendimento: precisa explicar? precisa sim. Principalmente quando nossos companheiros de trabalho não entendem o "que" o cliente quer e teimam em usar uma foto paga quando o cliente não tem R$ 1.000 pra pagar produção...
Infelizmente faz parte da nossa profissão escutar o cliente, a choradeira dele, a falta de dinheiro e a eterna desculpa que ele não tem lucros.
Temos que passar pra criação, direção, seja lá qual for a hierarquia (sim... a gente tem vários chefes dentro de uma agêcia além do cliente), porque no final das contas a gente tem que descontar a raiva em alguém!!!!
Em tempo:
Não sou rancorosa nem tenho horror a criativos... A melhor parte de ser Atendimento é ir na criação de vez em quando escutar e participar das piadinhas internas pra aliviar o stress diário!!
amo muito esse lugar.
bjs a todos os criativos, atendimentos e ao dono do blog
;)
Gente, eu só tenho uma coisa a dizer .... o cliente sempre sempre e sempre tem razão ! Nós temos a função de abrir-lhes os olhos, mas seja como for e pelo pão de cada dia sugiro sustentarmos a máxima !!
Pra quem tiver tirado a mega sena ....
Concordo Claudinha! Criativo não escapa da incompetência da agência. Lá é o segundo foco de prejuízo (até por uma ordem no processo, onde normalmente o briefing chega primeiro para a criação, vindo defeituoso, o lance já começou errado). Tudo é uma parceria que tem que dar certo; se não rola uma apresentação interna, nada funciona.
O problema maior é quando a peça é ruim: aí não há apresentação interna, externa ou milagre que faça a agência ter sucesso.
Passei por uma agência onde o dono que se dizia diretor de criação falava: o bom é inimigo do ótimo. Já que ele nunca foi muito bom de texto, a frase não se faz entender sem explicações: chegar no ótimo é muito distante do feijão-com-arroz, então faz o feijão-com-arroz mesmo que o cliente engole.
Engolir até dá, mas na hora de pagar as contas no final do mês não é difícil bater uma diarréia daquelas que jorram os lucros descarga abaixo!
Propaganda é um processo delicado, muito difícil de dar certo quando aluns dos envolvidos não têm grande competência.
Apoiadíssimo, Zeh; eu ainda não trabalho na área mas o povo que já trabalha fala muito desses estresses que os clientes nos fazem passar.
os clientes nao falaram com vc depois de ler o que vc escrebeu?
Oi Zeh,
Acompanho seu blog. Seus comentários, na maioria das vezes, sempre pertinentes. Esse é um deles.
Trabalhei em agência durante quase 8 anos, sei o q é isso. Nunca fui oficialmente um atendimento externo, mas sempre quebrei os galhos quando meus colegas do atendimento não estavam.
O que digo sobre isso é o seguinte: Se o briefing chegar correto a criação e esta souber a real necessidade do cliente (financeira, inclusive) é dificil de haver erro.
No mais, é "briguinha" de atendimento com criação e vice-versa.
Beijos,
Flávia Rocha
humildemente criei meu bloguinho e te linkei, tá?!
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