Nossa praia cada vez menor.
A notícia reproduzida abaixo foi publicada no sítio da Prefeitura de São Paulo. A aprovação em plenário por 45 x 1 traz uma particularidade. O único voto contrário é de um vereador publicitário, Dalton Silvano (PSDB). Pode-se considerar democrática uma lei que prejudica todo um segmento, sob o argumento que agride a cidade? O mais sensato não seria criar regras rígidas para que excessos não fossem cometidos? O prazo para retirada de todos os anúncios é 31 de dezembro, não é muito curto? Essa proibição, na verdade, aniquila todo um setor que vai ter trabalho para redirecionar o negócio. Essa medida é como pedra no lago, já já a onda chega na nossa praia.
ATUALIZADO ÀS 19H56 - A Câmara Municipal aprovou na tarde desta terça-feira (26/09), em votação definitiva, o projeto Cidade Limpa, que veta publicidade externa e outdoors na cidade de São Paulo. Foram 45 votos a favor e 1 contra. O projeto foi aprovado na forma de um substitutivo, apresentado pela liderança do Governo.
O presidente da Câmara Municipal, Roberto Trípoli, entregou o texto do projeto aprovado ao prefeito nesta terça-feira. “Foi muito gratificante observar que o projeto foi aprovado na íntegra”, disse o prefeito, ressaltando o trabalho da Prefeitura para eliminar todo tipo de poluição. “Esse é o primeiro passo no combate à poluição visual. Virão outros passos para combater a poluição visual e sonora.”
Segundo o vereador Gilson Barreto, líder do Governo na Casa, após um acordo entre os líderes partidários, decidiu-se por ampliar o prazo para retirada dos anúncios ilegais para até o dia 31 de dezembro. Assim, o texto proíbe, a partir de 1.º de janeiro, todo tipo de publicidade externa, como outdoors, painéis em fachadas de prédios, backlights e frontlights, além de propaganda nas laterais de prédios, as chamadas empenas cegas. O texto estabelece ainda limites para anúncios indicativos – que mostrem o nome do ponto comercial -, a exemplo dos que são colocados em totens ou em estruturas tubulares. Essas estruturas não poderão ultrapassar a altura de cinco metros do chão e deverão estar dentro da área do estabelecimento.
Também foi aprovada a proibição de anúncios publicitários em táxis, ônibus e bicicletas. A lei foi promulgada ainda nesta terça-feira (26).
A publicidade externa em São Paulo passará a ser veiculada em espaços no mobiliário urbano - abrigos de ônibus, relógios públicos e placas de rua -, mas só depois da aprovação de outro projeto de lei, que o prefeito deverá enviar à Câmara. Essa medida não tem prazo para ocorrer.
As empresas de publicidade estimam que existem em São Paulo 13 mil outdoors, dos quais 8 mil estavam em situação irregular e 5 mil atendiam às normas vigentes. A multa para quem descumprir a legislação sobe de R$ 1 mil para R$ 10 mil.
Confira a íntegra do decreto aprovado nesta terça-feira (26/09) pela Câmara Municipal.
Vereadores aprovam Cidade Limpa
Projeto que veta publicidade externa e outdoors na cidade foi aprovado e a partir de 1.º de janeiro deverão ser retirados todos os anúncios ilegais. Também foi aprovada a proibição de anúncios em táxis, ônibus e bicicletas.
ATUALIZADO ÀS 19H56 - A Câmara Municipal aprovou na tarde desta terça-feira (26/09), em votação definitiva, o projeto Cidade Limpa, que veta publicidade externa e outdoors na cidade de São Paulo. Foram 45 votos a favor e 1 contra. O projeto foi aprovado na forma de um substitutivo, apresentado pela liderança do Governo.
O presidente da Câmara Municipal, Roberto Trípoli, entregou o texto do projeto aprovado ao prefeito nesta terça-feira. “Foi muito gratificante observar que o projeto foi aprovado na íntegra”, disse o prefeito, ressaltando o trabalho da Prefeitura para eliminar todo tipo de poluição. “Esse é o primeiro passo no combate à poluição visual. Virão outros passos para combater a poluição visual e sonora.”
Segundo o vereador Gilson Barreto, líder do Governo na Casa, após um acordo entre os líderes partidários, decidiu-se por ampliar o prazo para retirada dos anúncios ilegais para até o dia 31 de dezembro. Assim, o texto proíbe, a partir de 1.º de janeiro, todo tipo de publicidade externa, como outdoors, painéis em fachadas de prédios, backlights e frontlights, além de propaganda nas laterais de prédios, as chamadas empenas cegas. O texto estabelece ainda limites para anúncios indicativos – que mostrem o nome do ponto comercial -, a exemplo dos que são colocados em totens ou em estruturas tubulares. Essas estruturas não poderão ultrapassar a altura de cinco metros do chão e deverão estar dentro da área do estabelecimento.
Também foi aprovada a proibição de anúncios publicitários em táxis, ônibus e bicicletas. A lei foi promulgada ainda nesta terça-feira (26).
A publicidade externa em São Paulo passará a ser veiculada em espaços no mobiliário urbano - abrigos de ônibus, relógios públicos e placas de rua -, mas só depois da aprovação de outro projeto de lei, que o prefeito deverá enviar à Câmara. Essa medida não tem prazo para ocorrer.
As empresas de publicidade estimam que existem em São Paulo 13 mil outdoors, dos quais 8 mil estavam em situação irregular e 5 mil atendiam às normas vigentes. A multa para quem descumprir a legislação sobe de R$ 1 mil para R$ 10 mil.
Confira a íntegra do decreto aprovado nesta terça-feira (26/09) pela Câmara Municipal.


7 Comments:
Uma sinuca de bico...se de um lado a cidade fica menos agressiva pelo excesso de propaganda, por outro lado começa a preocupar quem como nós, vive dela...
Ainda nessa linha de pensamento meio todo há que retirar mesmo as propagandas ilegais visto disputarem espaço com os que pagam altos tributos para aparecerem, não acha? Entretanto concordo com vc que radicalismo não é a medida certa, punição e leis rígidas seria a melhor saída.
Abraço
Angélica
desculpe o erro acima, fiz correção do pensamento e deixei rabicho, rs
desculpe o erro acima, fiz correção do pensamento e deixei rabicho, rs
Uma lei eleitoreira do começo ao fim. Lamentável.
É mais fácil proibir do que regulamentar e fiscalizar.
Felizmente duvido que isso dure muito tempo ou mesmo que seja cumprida.
De um geito ou de outro, isso só atrapalha a quem acha que a criatividade está apenas na arte visual propriamente dita...esquecendo que a criatividade sim, esta na capacidade de encontrar soluções simples e eficientes para solucionar problemas...
chorar por que se perdeu um meio também não leva a lugar algum, logo logo, brechas devem se abrir, alguns espaços devem ser aberto para as já tradicionais emprenas ou mesmo outdoors e novos meios serão utilizados...
Já existem os postais, as mídias de banheiro, as ações promocionais e de guerrilha...
agora é a hora e a oportunidade de mostrar o novo "ser criativo"
Alguns pontos:
- Rio de Janeiro, enseada de Botafogo. Pão de açúcar ao fundo. Um esperto alugou as velas de uma escuna dessas, ancorada na praia, e sapecou velas da Repsol Ypf.
Ai, qualquer um que queira fotografar um dos cartões postais do Rio leva de quebra uma propaganda da Repsol. É por causa de gênios da publicidade como o que promoveu esta desgraça é que essas leis começam a surgir.
- bem feito!
- momentos de crise são onde surgem as melhores idéias. Se a onda vai bater na sua praia, comece uma escolinha de surfe. Vai dar dinheiro!
Por mais polêmico que seja, eu concordo. Acho até que é uma forma de criar mais demanda dentro das agências, quando os anunciantes de verdade perceberem que precisam substituir com idéias realmente criativas e novas mídias, a lacuna que ficou com o fim de certas mídias. Venhamos e convenhamos, a maioria do que vemos na cidade é publicidade barata, ruim, feia e óbvia.
Somos criativos, oras! Que venham as novas mídias.
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